2025中国台湾·法国短片
Oyat é uma experiência interativa e imersiva de realidade estendida (XR) que entrelaça ecologia, desastres naturais, pintura a tinta e a visão cosmológica taoísta. A obra é inspirada no incêndio florestal de 2022 que atingiu a Duna de Pilat, a maior duna da Europa, onde o fogo destruiu vastas áreas de floresta e causou a morte de inúmeras pessoas sob o calor e a pressão intensos. As cinzas deixadas pelo incêndio cobriram a superfície da duna e, com o tempo, integraram seu ecossistema. O que os humanos frequentemente veem como um desastre natural incontrolável pode ser parte do mecanismo de autorregulação da natureza. O título Oyat, em francês, refere-se à grama-da-praia europeia que cresce na duna. A planta desempenha um papel fundamental na estabilização das dunas, mas, curiosamente, uma vez que as dunas se estabilizam, a planta desaparece gradualmente.
Utilizando digitalizações 3D de um pedaço de madeira ressecada coletado na Duna de Pilat, a obra convida os espectadores a explorar o interior da árvore morta, revelando a vitalidade de um ser vivo."" floresta. No interior, pintada com cinzas, a superfície da madeira ressequida evoca um mural rupestre das paisagens shan shui de Ni Zan. Tradicionalmente, a pintura shan shui representa um diálogo entre humanos e natureza. O ato de pintar não só funciona como uma contemplação espiritual, mas também enfatiza a consciência corporal — como os dedos e o corpo se movem em harmonia, usando tinta e pincel para criar reinos naturais nos quais se pode habitar ou percorrer.
Oyat entrelaça tecnologias de interação virtual com a experiência mental e física da pintura a tinta. Na obra, os movimentos corporais do espectador tornam-se metáforas para a pintura com pincel e tinta, ouvindo e criando a natureza dentro de um espaço virtual, como forma de refletir sobre ecologia e catástrofe. Ao entrar na árvore, os espectadores ouvem sons transformados e compostos por meio de conexões de alto-falantes fixadas à madeira ressequida e pintam em sua superfície usando rastreamento de mãos para revelar ritmos respiratórios e chamas ardentes, fluindo como tinta. Através da realidade mista, os espectadores são conduzidos a um espaço onde a fronteira entre o virtual e o real se dissolve, aproximando-os da realidade da natureza. Ao final da experiência, os visitantes se deparam com um espaço poético composto por grama-da-praia, pinheiros marítimos e dunas movediças. O espaço evoca o renascimento da Duna de Pilat, devastada por um incêndio florestal, com sua paisagem se rearranjando de acordo com os movimentos corporais do visitante. O visitante assume, então, o papel de criador, que, com os braços erguidos, planta novos pinheiros na areia; sendo conduzido a um espaço isolado de contemplação enquanto observa atentamente a grama-da-praia, cercada por rochas cintilantes.